Projeto piloto “Monchique com Futuro”

Com água se apaga o fogo

A localidade lá no alto chama-se Bemparece, e o nome faz justiça à bela vista que proporciona. Subimos até ao planalto no qual Ana Mira (67 anos) e Carlos Abafa (75) colhiam cantarelos (Cantharellaceae) durante os invernos húmidos. Estamos rodeados de sobreiros, a maior parte deles queimados. O céu azul transparece pelas copas das árvores e, de frente, vemos a serra. Ainda há poucos anos tudo era diferente. O local era abrigado de muitos castanheiros e sobreiros centenários cujas copas densas formavam uma sobra contínua. Alguns desses gigantes, do período do Grande Terramoto de 1 de novembro de 1755, foram destruídos pelos sucessivos incêndios dos últimos 30 anos: em 1991, 2003 e 2018 Monchique foi fustigado por incêndios de proporções catastróficas. As chamas devoraram 28.000 hectares de floresta, a maior parte monocultura de eucalipto para a indústria do papel. Com uma fita métrica meço a circunferência do tronco de dois castanheiros que foram abatidos. São mais de seis metros e meio, o que representa mais de mil anos de idade.

 

Estou diante da escavadora que ergue o enorme braço para retirar uma pá cheia de terra da área livre entre as poucas árvores que restam cá em cima. A escavadora roda e larga a sua carga. Durante o nosso passeio, Ana, professora de Artes Visuais reformada e escultora, diz-nos que, agora que chegámos à maior de todas as crises, resta-nos duas coisas: “Por um lado temos que reduzir drasticamente a nossa pegada ambiental e as nossas emissões de CO2, deixando de queimar energias fósseis. Por outro, temos que aprender a lidar com a subida das temperaturas e com episódios meteorológicos caóticos, estar mais bem preparados.” O futuro da Terra em termos climáticos é incerto, especialmente aqui, no Sul de Portugal. Está a ficar cada vez mais quente e seco. Os últimos 30 anos têm mostrado que, pouco a pouco, começa a haver cada vez mais fenómenos climáticos extremos, a Natureza está a entrar em desequilíbrio. De futuro, irá chover cada vez menos e de forma mais irregular. O solo e o ar no Sul da Europa estão a ficar mais secos, muito mais secos. As chuvas cairão em trombas de água e as trovoadas vão provocar inundações e arrastar os solos, por falta de raízes de árvores que os segurem. Mais do que nunca, agora, somos nós que temos que proteger a Natureza e as florestas desta Terra, para com isso também preservar a diversidade das espécies dos nossos biótopos. Quando se extingue uma espécie, isso influencia as outras e pode ser catastrófico para a biodiversidade da floresta e para toda a Humanidade.

Há várias semanas, Ana e Carlos escolheram um local no planalto entre os castanheiros para escavar um buraco de seis por oito metros, e com três metros de profundidade, sem que sejam danificadas as raízes dos castanheiros sobreviventes. Ricardo, o manobrador da escavadora, é experiente e cuidadoso e, após algumas horas, termina o trabalho, que dará origem ao projeto piloto da associação “Monchique Alerta – Serra Livre de Incêndios”. É neste local que ficará um dos depósitos de apoio à reflorestação, com espécies autóctones, castanheiros, sobreiros, medronheiros e muitas outras plantas. Carlos, professor universitário emérito em Design, conta-nos: “herdámos estes sete hectares de floresta diversa dos nossos pais, o que consideramos como que uma cedência vitalícia. Arderam cinco dos sete hectares, mas não os queremos passar para a geração seguinte neste estado. A cisterna é um investimento para o futuro que nos dá esperança.”

Numa 6ª-feira em finais de maio de 2020, a associação faz a entrega da chave para a sua nova cisterna. Ela tem uma capacidade de armazenamento de 50.000 litros de água e está ligada a uma rede de aspersores destinados a proteger a encosta, em caso de incêndio, e a regar as pequenas árvores durante o verão. Todo o sistema funciona por gravidade e está preparado para uma pressão de água de 10 bar. Desta forma, pretende-se mitigar os estragos provocados pelos incêndios. Cada cisterna serve de base para uma nova vida. Uma floresta intacta armazena a água nas suas raízes, por capilaridade nas árvores. Todas as espécies de árvores, musgos e fungos comunicam entre si, proporcionando um equilíbrio da fauna e uma vida melhor a todos os animais (insetos, pássaros, entre outros), e também ao ser humano.

A nova cisterna tem quatro por seis metros e uma altura de 2,2 metros. Os três pedreiros, Diego, Steve e Carlos terminam o seu trabalho pontualmente em quatro semanas, e Ricardo já está a postos para recolocar parte da terra novamente à volta da cisterna, compactando-a cuidadosamente. Esta irá desaparecer dentro da terra, e só a portinhola irá lembrar que aqui estão 50m3 de água disponíveis para uso imediato no próximo incêndio. Inúmeros aspersores distribuídos pelo terreno começam a deitar água se Carlos e Ana abrirem a torneira. “Com água se apaga o fogo” foi o slogan da campanha de crowdfunding na plataforma portuguesa. Nela, participantes de toda a Europa doaram exatamente 22.390 euros no outono de 2019 destinados à construção de quatro cisternas em Monchique. A primeira está concluída e é um primeiro passo para enfrentar as alterações climáticas. Os três pedreiros vão agora deslocar-se para o terreno do próximo proprietário florestal no lado oposto à Picota, uma montanha com 776 metros, para fazer a segunda cisterna pela associação. As duas seguintes surgirão e depois, talvez muitas mais, para que a história termine com um final feliz.

Convocatória

Caros membros, amigos, interessados e cidadãos

O dia da verdade está a aproximar-se. O grande incêndio florestal que deflagrou em Monchique na sexta-feira 3 de agosto de 2018, devastando durante uma semana 28.000 hectares de terreno, foi realmente desencadeado por uma linha de alta tensão da EDP (15 kV) na Perna da Negra?

Em caso afirmativo, como alega a Polícia Judiciária após 18 meses de investigação forense, o Ministério Público de Portimão, dentro de alguns dias, acusará a EDP Distribuição SA de violação do Decreto Regulamentar 1/92 DRE, Artigo 28, Secção 3. Segundo a lei, a EDP Distribuição SA é obrigada a cortar a vegetação entre 7,5 e 22,5 metros de distância à direita e à esquerda das suas linhas elétricas para que nenhuma árvore possa tocar nas linhas elétricas e assim provocar incêndios florestais.

Que consequências legais e económicas isto pode ter para Monchique e que oportunidades de intervenção isto pode criar para a nossa associação Monchique Alerta será discutido numa sessão de informação extraordinária para os associados e aberta a todos os interessados. Ocorrerá na sexta-feira 20 de março às 19 horas na Cooperativa Agrícola do Concelho de Monchique, Pé da Cruz (2º andar). Convidámos o Advogado, Rui Amores, da Sociedade de Advogados, R.L., Mascarenhas, Amores & Ass. de Portimão. Ele vai responder às suas perguntas. As perguntas devem ser enviadas por email até quarta-feira, 18 de março às 18 horas, para garantir que serão incluídas nesta reunião crítica.

Entrada: a partir das 18h30, Início: 19h00 pontual, Fecho: 21h00

Associação Monchique-Alerta, Serra livre de Incêndios insurge-se contra tomada de posição da EDP

A EDP Distribuição SA é responsável pela manutenção das suas linhas elétricas, incluindo as que passam exclusivamente por florestas e onde a eletricidade é transportada por longas distâncias. Estamos a falar de um total de 28.600 km de linhas de alta e média tensão em Portugal. Por lei, a EDP é obrigada a podar todas as árvores, à direita e à esquerda das suas linhas de energia, entre 7,5 e 22,5 metros de cada lado, dependendo do tipo de linha e tensão, para evitar contacto e faíscas que possam causar incêndios florestais.

Tanto o incêndio florestal em Pedrógão Grande (2017), como os incêndios florestais em Monchique, um ano depois, foram causados pelo vento e pelo contacto de árvores com linhas de eletricidade (15 kV). O incêndio no concelho de Monchique (2018) deflagrou na sexta-feira, 3 de agosto, às 13h32 em Perna da Negra, 12 km a Norte de Monchique. Durante sete dias as autoridades lutaram contra o mesmo. Foi o maior do ano em toda a Europa! Este é o resultado de um ano e meio de investigações forenses e dos interrogatórios levados a cabo pela Polícia Judiciária de Portimão a todos os diretamente envolvidos no local. O relatório do observatório técnico independente para a Assembleia da República também chega a esta conclusão. (Página 21 Final_Relatório_Monchique.pdf)

O Professor Dr. Domingos Xavier Viegas, da Universidade de Coimbra, e a sua equipa de especialistas analisaram igualmente todos os grandes incêndios florestais em Portugal durante um período de mais de 40 anos, tendo verificado que dois em cada três incêndios florestais em 2018 foram causados pelo contacto das linhas da EDP Distribuição com eucaliptais. (Visão, 2-6-2019, Hugo Séneca)
A associação Monchique-Alerta, Serra livre de Incêndios, que representa mais de uma centena de cidadãos de Monchique, portugueses e estrangeiros, lesados pelo incêndio florestal de 2018, expressa hoje a sua total confiança nos investigadores policiais e do Ministério Público de Portimão. Temos a certeza que estas entidades não cedam às tentativas da EDP de negar a sua responsabilidade.

A Polícia Judiciária e a Justiça, representada pelo Ministério Público, estão a trabalhar de forma independente e consciente, interrogando os arguidos da EDP e
os moradores da Perna da Negra como testemunhas. O incêndio florestal destruiu 27 000 hectares de terrenos florestais e agrícolas e mais de metade da fauna e flora do concelho de Monchique, incluindo 74 casas. Chegará o momento da EDP reconhecer a sua responsabilidade e de se aproximar das vítimas com vista a aceitar eventuais pedidos de indemnização, para que Monchique possa finalmente receber Justiça, e para que os seus habitantes possam ser pagos pelos danos materiais e prejuizos económicos, para que se possam replantar florestas com espécies arbóreas nativas. A associação Monchique-Alerta continua a lutar por um Monchique e por um Portugal sem fogos.

LOGO FOR M ALERTAw4

A direcão, Monchique, 20 de fevereiro de 2020
www.monchique-alerta.org
info@monchique-alerta.org
Telefone +351 967 1959 30

Campanha Crowdfunding - Monchique, com futuro

É com água que se apaga o fogo

O grande incêndio de Monchique em 2018 só foi extinto com água das barragens circundantes após oito dias. Combateram-no bombeiros e meios aéreos. Mas houve poucos habitantes que estavam preparados para combater incêndios. Há várias razões para que tenham ardido 28 000 hectares de terras e floresta e 71 habitações. Estudos exaustivos feitos durante um ano após o fogo florestal demonstraram que uma das principais razões é a falta de cisternas e depósitos de água, já que faltam depósitos mais distribuídos pela região para o combate a incêndios. Aqueles proprietários que tinham mantido os seus terrenos limpos e tinham cisternas com água da chuva puderam provar, que assim é possível proteger as suas casas. É com água que se apaga o fogo.

O nome do projeto de crowdfunding é Monchique, com Futuro. É um projeto que ajuda as pessoas e ajudarem-se a si próprias. A associação Monchique Alerta – Serra livre de Incêndios foi fundada por habitantes afectados pelos incêndios. Pretendemos apoiar quatro das vítimas na construção de cisternas, para que de futuro possam proteger melhor a sua floresta, a sua agricultura e a sua casa. Cada uma das cisternas irá armazenar 50 000 litros de água. Serão implantadas no local mais alto dos seus terrenos para a água correr por gravidade. Nuno Carvalho, William Abrantes, Ana Nunes e Carlos Abafa e Jelly Boomsma candidataram-se e serão apoiados por este projeto de crowdfunding. É o início de um movimento de solidariedade a nível local, numa região que irá sentir o impacto das alterações climáticas. De futuro irá haver menos chuva e em intervalos menos regulares, e também ondas de seca extrema. A seca irá condicionar a vida no sul. A resposta é: armazenar água. A água que é o elixir para a vida natural, para os animais e para o ser humano. E é com água que se apaga o fogo.

4 histórias no fogo

William Wroblewski Abrantes, 35 anos, é músico, casado, e desde outubro de 2019, pai de uma filha. Chama-se Inês. Voltou de França para a terra dos seus ancestrais. Comprou em 2018 um terreno de 5.000 m2 no Sítio do Cano, em Monchique, para se instalar como agricultor biológico. Começou a limpar o terreno, que estava abandonado há 13 anos. Dez dias depois da escritura o seu terreno ardeu no incêndio de 5 de agosto de 2018 – árvores de fruta, mas também bens como ferramentas, o reboque, material de gravação de música, discos duros e os trabalhos criativos de toda a sua vida…

William escreveu a Monchique Alerta no dia 26 de setembro: “devido ao incêndio, temos muitas dificuldades financeiras para continuar a instalação do nosso projeto em Monchique. Temos acesso a duas nascentes, que ficam no local mais alto do nosso terreno. A ligeira inclinação e outras condições permitem a possibilidade de regar o solo graças à gravidade. Precisamos de construir um tanque para reservar água, também para o caso de virem futuros incêndios…”.

William W. Abrantes e familia
01_nunocarvalho

Nuno da Silva Carvalho, 42 anos, osteopata, professor, vive no Balsa Ameiro, Cabeça de Ferro, em Monchique-Alferce. Perdeu a sua habitação, a floresta autóctone, dois armazéns agrícolas, ferramentas, máquinas, uma casa em madeira, sistemas de rega e depósitos, cortiça, … entre outros.

Nuno escreveu à Monchique Alerta no dia no dia 2 de setembro: “necessitamos de ajuda financeira para construir uma cisterna de água e um sistema anti-incêndio com aspersores…”.

Ana Rosário Nunes, 67 anos, e Carlos Alberto Abafa, 74 anos, professores reformados na área das Artes Plásticas, vivem na vila de Monchique. Têm uma floresta de sete hectares com espécies de sobreiro, medronheiro e castanheiro. Ardeu. A propriedade afetada localiza-se na freguesia de Monchique, junto à vila (a Norte), no cerro conhecido como Cerro do Toiro, Quinta do Bem Parece.

Ana escreveu à Monchique Alerta no dia 10 de setembro: “sempre nos sentimos como cuidadores temporários de um espaço, neste caso, de uma pequena porção de floresta que nos foi entregue por outra geração e de que devemos cuidar de forma responsável, para a passarmos à próxima. Não é nosso objetivo o lucro, mas preocupamo-nos com a auto-sustentabilidade do espaço que cuidamos, porque acreditamos que essa é a melhor defesa desta pequena floresta que queremos preservar. Mas, como em todos os acordos, neste caso de pós-incêndio, é preciso cuidar do espaço, cuidar das árvores sobreviventes, criar espaço para estimular a regeneração natural e dar oportunidade de espaço e luz para que os sobreiros-bebé que já surgem no terreno possam crescer. Alguns novos terão mesmo de ser plantados e precisam da rega.

Ana Nunes e Carlos Abafa
Jelly e Joop Boomsma

Jelly (58) e Joop Boomsma (68), casal holandês e residente em Portugal, compraram em 1992 uma ruína na área de Arqueta, no sul da Nave, Monchique. Em cada ano, durante vários invernos, reconstruiram uma parte da sua casa até conseguiram inaugurar a nova habitação. Conseguiram reformar mais cedo devido uma grave doença que, entretanto, conseguiram curar. Na noite de 6 de agosto foram forçados pela GNR a sair da sua casa e abandonaram o sítio. Apesar de não existir material combustível à volta da sua casa , o edifício ardeu. Haviam limpo tudo, conforme a lei. Este foi um dos melhores exemplos de que não se deve, simplesmente, evcuar todos os proprietários. Folhas de eucalipto, queimando e voando, incendiaram a base do telhado da casa durante a sua ausência. Em 2020 vão começar de novo a reconstruir uma ruína, sem apoio, e com um empréstimo.

Jelly ecreveu à Monchique Alerta no dia 11 de junho: “não haviam bombeiros e a nossa casa ardeu completamente. Podíamos ter apagado o fogo com água.”

Orçamento

Cada das quatro cisternas fechadas tem uma dimensão de quatro metros de comprimento e quatro metros de largura e uma altura de 3,20 metros. Pode armazenar 51,2 m3 de água e tem uma entrada através de uma tampa de 60×60 cm. A sua fundação é feita de betão armado de 60 cm de espessura. Suas paredes são de 30 cm de espessura e rebocadas com Weber-K-Dry. Na saída exterior tem uma válvula de fechadura forte de 2 polegadas em inox. Cada cisterna custa 4.800 euros e tem um prazo de construção de 14 dias úteis. O marketing da campanha de crowdfunding durante os 60 dias está estimada com 5% do valor, ou seja, com 960 euros mais a impressão de 2.000 folhetos. O valor subtotal é 20.339 euros + a comissão da plataforma ppl 7,5% + IVA é um total de 22.215 euros. As quatro cisternas serão construídas entre janeiro e junho de 2020 com empreiteiros da região.

Pode descarregar o desenho da cisterna aqui: Desenho Cisterna

Crowdfunding Campaign Rewards

Pode participar nesta campanha com contribuições desde:

1. €10 = Assinatura online ECO123 por um ano;
 
2. €25 = Oficina de Artes Tradicionais (3 horas de duração): “Como fazer uma chávena? (workshop de latoeiro), “Como fazer queijo de cabra?” (oficina de queijaria) e “Como fazer pão?” (oficina de padaria) entre outras oficinas que visam revitalizar os ofícios tradicionais do Algarve; 
 
3. €50 = Jantar ou almoço na casa de um (a) sócio/sócia da associação para dois; ou um passeio temático para duas pessoas a 27, 28 ou 29 de Dezembro; ou participação na monquique-mountain-marathon.org a 30 de Dezembro para uma pessoa; ou um desenho de um “urban sketcher” de Monchique; ou um dia de extracção de eucalipto seguido de um piquenique na natureza; 
 
4. €100 = Fim semana “Boa Surpresa” em Monchique: uma noite para dois na casa de um (a) sócio/sócia com pequeno-almoço. Isto também pode ser combinado para uma noite durante a semana;  
 
5. €250 = Boa Surpresa de fim-de-semana em Monchique: duas noites para duas pessoas na casa de um (a) sócio/sócia com pequeno-almoço. Isto também pode ser organizado para duas noites durante a semana; + um passeio temático (cogumelos) para duas pessoas a 27 ou 28 ou 29 de Dezembro; + um Workshop de Artes tradicional; mais uma assinatura ECO123 online durante um ano;
 
6. €500 = Formação ECO para empresas ou organizações em grupos de até dez pessoas no novo Jardim Botânico das Caldas de Monchique (4 horas de duração), ou um anúncio de 1/2 página no suplemento de campanha da revista ECO123, Primavera 2020.
 

A campanha começa a 10 de Outubro. Agradecemos suas contribuições até o dia 9 de dezembro. Obrigado.

Segue e participe na campanha Crowdfunding em:

Sobre o promotor:

A Associação Monchique Alerta – Serra livre de Incêndios foi fundada no dia 28 de Março de 2019 com a necessidade de criar uma representação legal dos lesados do incêndio florestal de Agosto de 2018. A Associação tem por objecto congregar todos os que directamente ou indirectamente são vitimas dos incêndios na Serra de Monchique; promover e realizar o levantamento dos bens pessoais destruídos, assim como da floresta ardida e os valores e bens ambientais, de património cultural, florestal, comunitário e outros que foram afectados, de perda individual ou colectiva, com vista ao ressarcimento de danos; representar os lesados com vista à obtenção do ressarcimento dos danos sofridos por cada um ou colectivamente, por todos os meios legalmente previstos, inclusivamente judiciais; actuar para garantir imposição de medidas de fiscalização e cumprimento da lei na prevenção de futuros desastres; defender o ambiente e o ordenamento do território, em particular nas zonas atingidas pelos incêndios; promover acções de sensibilização, educação e informação, partilhando saberes entre cidadãos que se querem vigilantes, atentos e concentrados na sustentabilidade da Serra de Monchique.”

Informações anteriores

Audição Pública dia 3 de Agosto

Recordar o grande incêndio que assolou Monchique em 2018, exatamente um ano depois deste ter tido início, para pensar como evitar tragédias, no futuro, é o objetivo de uma audição pública que a recém-criada associação Monchique Alerta – Serra livre de incêndios vai promover no sábado, dia 3 de Agosto, às 10h30, no Restaurante Fonte dos Chorões, no coração desta vila serrana.

A sessão «em memória do maior e mais catastrófico incêndio florestal registado em 2018, que esperamos que nunca mais se volte a repetir» contará com a presença de Domingos Xavier Viegas, professor da Universidade de Coimbra e membro do Observatório Técnico Independente dos fogos florestais da Assembleia da República, bem como com Filipe Duarte, presidente da associação que organiza a iniciativa.

Segundo a Monchique Alerta, o objetivo desta iniciativa é «relembrar o desastre ambiental provocado pelo fogo florestal que sofremos. Será um dia em memória das vítimas, em que relembramos as perdas que sofremos no fogo, no fumo e nas cinzas, um dia para repensar como podemos minimizar o efeito de estufa».

Os organizadores do evento começarão por inaugurar uma exposição fotográfica sobre o incêndio. Por outro lado, serão ouvidos «testemunhos da catástrofe e especialistas renomados em incêndios», de modo a tentar responder a uma pergunta: «Como podemos, de futuro, impedir os incêndios florestais?».

A audição pública servirá, igualmente, para tentar perceber «o que  correu mal antes/durante/depois do incêndio» e até que ponto se pode avançar, de forma realista, com as medidas de futuro que forem sugeridas, mesmo aquelas mais utópicas, «tendo em consideração as limitações existentes».

A iniciativa terminará às 13h32 com o cumprimento de um minuto de silêncio.

«Gostaríamos de convidar toda população para este debate público. Ficaríamos muito satisfeitos se pudéssemos juntar soluções e medidas possíveis a tomar em Monchique, e em Portugal, para que catástrofes ambientais como os incêndios que têm flagelado o país possam, de futuro, ser minimizados e evitados», concluiu a Monchique Alerta.

No sábado, haverá um almoço com os protagonistas desta audição pública, com um custo de 9,5 euros. Os interessados em participar deverão reservar lugar até quinta-feira, dia 1, através do número 926 600 099 ou do email info@monchique-alerta.org.

Fonte: Sulinformação.pt

Ficha de Inscrição

Relatório Avaliação do Incêndio de Monchique

CONVOCATÓRIA AUDIÇÂO PÚBLICA

Relatório complementar da Audição Pública